Três anos da reinauguração da Vila
Para os gaúchos, o 20 de setembro é dia de comemorar a Revolução Farroupilha. Para os paranistas, é o dia de celebrar a volta ao lar. O Tricolor estava mandando os seus jogos no Pinheirão, estádio da Federação. Última partida em sua verdadeira casa havia sido em 2002, na final do Supercampeonato Paranaense contra o time do fim da rua, no dia 2 de junho (vitória por 4 a 1 do Paraná, que mesmo assim não ficou com o título por conta do fiasco na primeira partida da decisão, na casa do adversário). A exceção foi a disputa do melancólico Torneio da Morte, em 2004.
Apesar de alguns percalços na caminha paranista no Pinheirão, pode-se dizer que o saldo foi positivo. Conquistou o Paranaense de 2006, que devolveu ao campeão da década de 90 o título estadual, e realizou algumas partidas memoráveis (6 a 2 no Flamengo, em 2003; 6 a 1 no Fluminense, em 2005; 1 a 0 no São Caetano, em 2006, só para citar alguns exemplos). Mas mesmo assim faltava aquele “algo a mais”.
Sabendo disso, em meados de 2005, o grupo encabeçado pelo atual vice-presidente do Paraná, Marcio Villela, e também pelo homem que hoje é o responsável pelas finanças do clube, Waldemiro Gayer Neto, formou o projeto “Vila, Tá Na Hora!”, com o objetivo de revitalizar o estádio que foi sede da Copa do Mundo de 1950, a única disputada no Brasil até hoje. E, com a força da torcida, que aderiu os kits oferecidos (pulseira, camiseta, caneca entre outros produtos) e os camarotes, o projeto deu certo.
Mesmo que com muitas falhas (problemas na acústica, falta cobertura em boa parte do estádio, a Curva Norte fica distante do gramado e não há conforto para a imprensa, só para citar alguns exemplos), o Tricolor estava de volta a sua casa. A reinauguração do estádio foi no 20 de setembro de 2006, em partida disputada contra o Fortaleza. Por conta do alto peço do ingresso (o valor mais barato foi de R$ 40 na Curva Norte, a inteira) o público foi razoável. Foram 8.774 pagantes e 9.991 pessoas no total que assistiram de perto a vitória paranista por 2 a 0. O primeiro gol da nova Vila foi de Leonardo, de pênalti - o lateral Peter fechou o placar.
O desempenho tricolor em casa, desde que voltou à Vila está longe de ser o ideal. Desde a reinauguração, foram disputadas 102 partidas, que teve 52 vitórias paranistas, 23 empates e 27 derrotas, um aproveitamento equivalente a 58,49%.
Esse rendimento, que é abaixo do esperado, aliado aos defeitos do estádio, fazem os críticos serem contra a Vila Capanema. Ora, mesmo com todos os problemas de estrutura que a Vila tem, a culpa da péssima performance tricolor em casa não é dela, e sim do time. Tanto é que em 2006, quando a equipe era de qualidade, o desempenho foi de 5 vitórias, um empate e uma derrota. Aproveitamento de 76,1%.
Em uma nova tentativa de resolver os problemas do estádio, a chapa “Revolução Paranista”, que é liderada pelo ex-presidente do Paraná Aramis Tissot, promete uma modernização da Vila caso sejam eleitos. Segundo os componentes envolvidos na “Revolução”, o projeto é viável, a única pendência é o imbróglio com a Rede, que se arrasta há décadas.
Abaixo, seguem vídeos de algumas partidas memoráveis na nova Vila e uma foto do projeto da chapa “Revolução Paranista”.
Paraná Clube 2 X 0 Fortaleza, em 20/09/2006, reinauguração da Vila Capanema
Paraná 1×1 Cobreloa, primeira partida do Tricolor em casa na Libertadores da América

Pojeto para a Vila Capanema remodelada na gestão da chapa Revolução Paranista.















Este projeto só ficou estranho porque na social não aparece nenhuma cobertura e não deu pra entender dirento onde fica os autais camarotes, embaixo da cobertura?
[...] 3 anos da volta do PRC à Vila Capanema [...]
O projeto foi dividido em dois, devido à viabilidade econômica.
No mais decente a meu ver, o projeto contempla com uma cobertura e aumento da reta das sociais….
Se der certo, vai ser melhor do que esta agora, mas longe de ser o ideal.