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Lisca é o novo treinador

Gaúcho coleciona polêmicas mas ainda não tem trabalho consolidado

Publicado em 19/07/2017 - 13:15

Por RAFAEL COELHO

Ele não é bombeiro, é incendiário.

Luis Carlos Cirne Lima de Lorenzi tem o futebol no sangue. Filho e neto de goleiros colorados, Lisca nunca foi jogador.

Aos 28 anos, justamente no Internacional, iniciou a carreira como treinador das categorias de base – função que desempenhou também no São Paulo, Grêmio e Fluminense e colecionou títulos, sendo o mais importante o Brasileiro Juvenil de 1998 com o próprio Inter.  

A partir de 2012 passou a dirigir times profissionais, a maioria no interior gaúcho.

Em 2013, chegou ao Náutico e logo virou sensação entre a torcida e pauta farta para as emissoras de rádio, TV e jornais.

Nem tanto pela evolução do alvirrubro, que à época enfrentava uma de suas infinitas crises técnicas e políticas. Lisca Doido chamava a atenção mesmo pelo comportamento: sincero, animador de torcida e briguento.

Em 2014, dirigindo o Ceará (68,96% de aproveitamento em 29 jogos), teve um entrevero com Arlindo Maracanã, lateral do Sampaio Correia que acusou o treinador de consumir Gardenal (barbitúrico usado no tratamento de convulsões)  e “outras coisas”.  

De volta ao Náutico – continuou regendo a torcida e se envolvendo em confusões. Foi pivô até da demissão de um roupeiro, após desentendimento entre ambos.

No time pernambucano, quase saiu na porrada com Neto Baiano, então centroavante do Sport. Ambos protagonizaram uma novela - com capítulos novos a cada clássico - repleta de acusações mútuas, provocações. Enquanto o treinador dançava para a torcida, o atacante tinha de ser contido pelo batalhão de Choque da PM para não agredir o desafeto.

Nas duas passagens pelo Náutico, dirigiu o time 61 jogos, com aproveitamento de 49,18%.  

O último trabalho de Lisca foi no Internacional nas três últimas rodadas do Brasileirão 2016, com aproveitamento de 44,44%. Se esperava que perfil audacioso do técnico evitasse o rebaixamento do time gaúcho, mas não deu certo  

Tirante a conduta polêmica, Lisca é um treinador de grande potencialidade: sabe fazer uma leitura muito objetiva dos jogos; não tem receio de substituir um jogador que vem atuando mal logo no primeiro tempo; sabe estudar adversário e propor o jogo.

Mas sofre a Síndrome de Celso Roth: invariavelmente começa com ótimo aproveitamento e, aos poucos, vai perdendo potência, acumulando revezes e conflitos.

Muito dessa irregularidade se deve às atitudes intempestivas, às declaracões impróprias.

A hora que superar o inimigo que tem dentro de si, Lisca será um técnico vencedor.

Só não se sabe se essa hora já chegou.  



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