Cadê o dinheiro do Jhonny Lucas? – Coluna ODS

ODS - Os De Sempre Colunas 3 abril, 2020

Em época difícil que o mundo vive, com a pandemia do coronavírus mantendo a população em casa, o futebol parou e o dinheiro que entra também. No Paraná Clube isso assusta ainda mais por conta dos constantes salários atrasados e da falta de verba. Mas uma receita era garantida em março: a segunda parcela da venda do volante Jhonny Lucas, a maior venda da história do clube. E aí, caiu?
Mais de sete meses depois da venda do jogador para o Sint-Truidense, da Bélgica, nenhum pronunciamento concreto e público foi feito pela diretoria do Tricolor. As versões sobre a negociação são diferentes e nunca foram esclarecidas.
Na época, a imprensa divulgou que o valor foi de 2,3 milhões de euros (R$ 10,3 milhões, na cotação de agosto de 2019) por 90% dos direitos econômicos (Paraná manteve 10%), com o pagamento em duas parcelas igualitárias: uma em setembro e outra no mês passado. Empresários do meio-campistas e pessoas do clube confirmaram aos jornalistas na ocasião.
Em reunião do Conselho Deliberativo em setembro do ano passado, contudo, foi dito que a quantia era de 1 milhão de euros, com metade já recebida por 50% dos direitos econômicos e a outra parcela condicionada ao clube pagar mais 40% do jogador. Sabemos que o que é dito nesses encontros sempre é motivo de desconfiança. Nenhum documento foi mostrado, diga-se.
Sumido, o presidente Leonardo Oliveira ressurgiu nos últimos dias. Deu entrevistas para veículos de comunicação. Algo de útil? Não, só enrolando, esquivando e dando voltas para responder perguntas necessárias. Abaixo, a explicação do mandatário paranista sobre a venda de Jhonny Lucas ao canal De Olho no Jogo, em entrevista aos jornalistas Daniel Piva e Guilherme de Paula.
“Seria muito bom (o pagamento) e aguardamos com muita expectativa que aconteça. Isso que foi combinado. Esperamos que concretize, mas pode ser que tenha dificuldades. Eles estão sofrendo os impactos do coronavírus a mais tempo do que nós. Eles estão buscando suas receitas e condições de sobrevivência. Não tivemos contatos nos últimos dias, mas isso está sendo tratado como prioridade”, declarou Oliveira.
Nada claro, né? Apesar da promessa de campanha, a transparência é a maior piada dessa diretoria. Quem sabe essa resposta esteja no balanço financeiro de 2019 que precisa ser publicado em abril no site oficial. A primeira parcela da venda já foi depositada e tem que estar no demonstrativo financeiro do Tricolor.
E a segunda parcela? São duas opções. Uma é o presidente Leonardo Oliveira jogar limpo e falar para a torcida (primeiro de abril foi anteontem). A segunda é o mandatário seguir enrolando, se escondendo em supostas cláusulas de confidencialidade com a ajuda do juiz do Ato Trabalhista e esperarmos o balanço deste ano em abril de 2021. Qual é a sua aposta?
A cobrança por essa informação é ainda mais importante agora, com a incerteza do retorno das competições de futebol. O Paraná depende da cota de televisão para sobreviver e falamos disso na coluna anterior, mas a Série B não deve começar antes de junho. A premiação da Copa do Brasil, de R$ 2,6 milhões por chegar à terceira fase, serviu para pagamento de salários atrasados dos remanescentes do ano passado e do pagamento de janeiro para quem chegou.
E os salários de fevereiro, março, abril, maio, junho? Com a palavra: Leonardo Oliveira. O “bom” é que estamos obrigados a ficar em casa e já estamos esperando sentados.

 

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