Infinitamente Pior – Coluna ODS

ODS - Os De Sempre Colunas 22 janeiro, 2021

INFINITAMENTE PIOR

A passagem de Leonardo Oliveira como presidente do Paraná Clube se encerrou na noite da última terça-feira, através de uma ridícula carta de renúncia que diz que o momento que deixa o clube, à beira da série C, “é infinitamente melhor” do que aquele em que assumiu.

Deve se lembrar que, naquele momento, ele assumiu por vontade própria, aplicando um golpe no antecessor, apoiado pela torcida organizada e um grupo denominado “Paranistas do Bem”. Estes forçaram a renúncia do (também incompetente) presidente Rubens Bohlen, com ameaças sabidas, e ainda tiveram ampla liberdade para colocar nas funções do clube quem quisessem, gerindo o clube da forma que entendiam como melhor.

Durante a gestão, Oliveira se apoiou no fato de sanar dívidas trabalhistas de gestões anteriores, mas criou inúmeras demandas trabalhistas novas, cujos prejuízos começaram a aparecer, e certamente se multiplicarão no futuro. Ele chegou a falar em reuniões para bajuladores que pagou mais de R$100 milhões em dívidas. A dívida no balanço de 2016, primeiro ano oficialmente no cargo, era de R$118 milhões. Teve um pico de R $149 milhões em 2017. O balanço de 2019 tem uma dívida de R$121 milhões. Mais uma mentira deslavada.

Além disso, diversas campanhas medíocres no fraco campeonato estadual, uma campanha vergonhosa na série A, a falaciosa história dos russos que nunca apareceram, dilapidação da base e a entrega do departamento de futebol à empresários marcaram a passagem do mandatário.

O acesso à Série A foi assumido pelo próprio Leonardo como um acaso, algo que estava fora do planejamento que visava apenas a manutenção na Série B naquele ano. Diga-se de passagem que, daquele time, nenhum jogador teve grande destaque, resumindo-se atualmente a atletas que sequer são titulares em times fora dos primeiros escalões do futebol nacional ou que duelaram contra o Paraná na Série B desta temporada. Obviamente um time que encaixou, mas sem grandes atletas e que mal geraram lucro ao clube.

Dentro de campo, tivemos a obscura demissão do técnico Lisca, que fazia ótimo trabalho e foi desligado do dia para a noite. Além disso, nesta temporada, a demissão do técnico Allan Aal, que fazia um trabalho bom com um time fraquíssimo, mostrou-se outro erro crasso do presidente, que tomou a decisão em virtude de pressões de um grupo de “inteligentes” torcedores de um grupo de facebook, mesmo com opiniões contrárias na cúpula diretiva do clube.

No fim das contas, a gestão no futebol foi em grande parte ruim; na parte financeira sanou dívidas e criou outras; na parte política permitiu que a organizada se aparelhasse para tomar o comando do clube e no aspecto dos apaixonados pelo Paraná Clube não resgatou a paixão e ainda pior: desuniu a combalida torcida e fez mais torcedores abandonarem. 

Mas a pior parte da gestão foi a promessa de transparência, que nunca ocorreu, pois certamente foi o presidente mais omisso da história, sempre fugindo das entrevistas, não aparecendo em momentos críticos junto ao time e jamais dando satisfações acerca de seus equívocos. Nos balanços já citados, constam pagamentos a fornecedores sem especificação, não foram contabilizadas ações judiciais em curso, dentre outras obscuridades.

Seu distanciamento do “campo” foi evidente, pois basta ver os vídeos de “bastidores” da PRCTV no youtube, para perceber que o presidente não aparece nos vestiários junto ao elenco ou nas sessões de treinamento. E ainda ganhou mais de R $700 mil como interventor judicial para uma das, senão a pior, gestão da história.

Covardemente aceitou a sua saída mediante uma simples nota da torcida, que apoiou o golpe que o alavancou a presidência, sem qualquer satisfação à torcida, sócios ou conselhos. Sequer justificou sua saída na risível carta de renúncia, o que denota seu alinhamento com os rumos que o clube tomou.

Se fosse sincero, Oliveira assumiria que entrou de forma medíocre e covarde, e deixou o clube de forma infinitamente pior.

ODS – Os De Sempre



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*Nota: O conteúdo postado neste espaço (colunas) é de responsabilidade exclusiva do autor, não necessariamente refletindo a opinião da Paranautas sobre os temas aqui abordados.

Comentários

  1. Nhonho e Casinha são um soco no estômago nos Paranistas que torcem e sonham com um Paraná Clube vencedor. Incompetentes e fracos, perdiam o grupo de jogadores em coisa de 1-2 meses de convivência, são o PT Tricolor, que da mesma forma que o partido criminoso, apoderaram-se do clube para benefício próprio!!

    E o legado está AÍ, SÉRIE C seus FDP!!

    Salvem o meu Tricolor!!

  2. O cúmulo da covardia a renúncia desse cidadão. Não teve coragem sequer de fazer isso publicamente e saiu se escondendo, aliás, característica marcante da sua gestão. Só aparecia se gabando quando conseguimos o acesso em 2017, nas maiores crises durante a gestão dele sempre desapareceu e nunca foi capaz de assumir as burradas que fez. Poderia, ao menos ter a dignidade de esperar o rebaixamento se consolidar, mas preferiu sair como um rato que abandona o navio quando vê que vai afundar. Simplesmente ridículo esse último ato desse sujeito, na verdade bem condizente com a maneira que ele conduziu o clube nestes últimos anos.

  3. Pior situação ainda se for confirmado que a torcida organizada irá se candidatar a presidência,lugar de torcida é na arquibancada e cobrando os dirigentes de forma dura e consciente,e de dirigentes do clube ,trabalho com competência e transparência e jogadores com qualidade técnica jogando,isto para mim é um clube de futebol.

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