Constatação problemática

ventura

Quem me conhece pessoalmente pode até duvidar, mas não gosto de bancar o corneta. Amo o Paraná Clube e tento semPRe enxergar mais as virtudes do que os pontos fracos dessa paixão. Aliás, desde já convido o leitor paranista a ler minha coluna de semana que vem, em que – PROMETO – farei uma abordagem empírica sobre a mente dos cornetas e os vários modos de torcer pelo nosso time. Mas às vezes temos que atentar para erros frequentes que devem ser corrigidos de modo a nunca mais acontecerem. E é sobre dois deles que falo hoje.

Superioridade numérica e arremates de média/longa distância. Vai ano, vem ano e, depois da tão conhecida ~síndrome de Robin-Hood~, esses são os dois maiores tabus históricos do Tricolor. Devido à falta de paciência e de tempo para fuçar em todas as fichas técnicas, não tenho dados quantitativos. Mas qualitativamente é fácil lembrar de vários jogos em que o Paraná Clube teve dificuldades nessas situações.

Jogo truncado, difícil, normalmente com o time atrás no placar. Então o adversário tem um atleta expulso e fica com um a menos. Vantagem para o Paraná. Certo? Quase nunca… é incrível a dificuldade que quase todos os times paranistas encontraram para se impor perante o oponente depois de conseguir vantagem espacial no campo. Não raras foram as vezes que, como se não fosse o bastante, o time ainda conseguiu tomar gols ou ter um atleta expulso em seguida nessas situações.

Ainda na descrição de jogos “pegados”, imaginemos um adversário no verdadeiro ferrolho. Esquema 11-0-0, vulgo “rabo na parede”. Fica óbvio que uma penetração na zaga de um oponente assim fica mais improvável, então mais razoáveis seriam as tentativas de arremates de longe. Mas, novamente, não é o que acontece. Insiste-se em lançamentos absurdos ao longo de espaços curtos e em “chuveirinhos” na área.

Por que isso acontece? Será que nenhuma comissão técnica atentou para isso durante todos esses anos? Será que todos os jogadores sentiram-se perdidos com as mudanças nos jogos? Por que não se abrem jogadas nas pontas contra times recuados? Por que os espaços não vem sendo ocupados de forma inteligente contra adversários em desvantagem numérica de atletas? Por que há tanto respeito em jogos que podem ter um placar favorável construído rapidamente, a ponto de o jogo acabar se complicando?

Até ano retrasado eu coloco esses fatores ~na conta~ da falta de uma estruturação mínima no departamento de futebol. Mas agora temos um gerente e um supervisor de futebol, além de integrantes permanentes de comissão técnica. Fica no ar o pedido a todos esses envolvidos: é possível analisar esses fatos para que nunca mais aconteçam? Há como diagnosticar a causa de tamanhas peculiaridades dos nossos times ao longo desses anos?

Não queria exemplificar, mas talvez seja necessário. em quinze segundos de reflexão me vieram cinco jogos ligeiramente recentes à mente. Paraná 2×2 Atlético-PR, 2007; Paraná 0x2 Brasiliense, 2009; Paraná 1×2 Sport, 2010; Paraná 1×1 Coritiba, 2011; Paraná 1×2 Botafogo, 2011; Paraná 1×1 Portuguesa, 2011; Bragantino 3×3 Paraná, 2012. Tá certo que são jogos de anos em que nossos elencos eram, no mínimo, duvidosos. Mas, mesmo assim. Trata-se de algo solucionável com um mínimo de organização tática e visão de jogo. Chega de fiascos assim.

Perguntar não ofende

Que fim levaram: Davis, Bruninho, Maicon Esquerdinha, Henrique Alemão e Thiago Bispo, pratas da casa de ~safras~ diferentes que chegaram a ser aproveitados ano passado – alguns até de forma muito promissora, como o Maicon – mas dos quais não se teve mais notícia.  Ainda pertencem ao clube? Estão aqui? Estão emprestados? Lesionados (Bruninho, oi?)? Agradeço a quem informar.

Dica

Luís Batista, o Polar aqui da Paranautas, publicou em seu blog no site globoesporte.com uma excelente entrevista com o presidente Rubens Bohlen. Recomendo a leitura.

Por hoje é isso. Vejo você na Vila, e semana que vem aqui, na Paranautas.

Dúvidas, sugestões, críticas ou algo do gênero, encontre-me no tuíter: @henventura.



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